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A voz de Saruman e de Simão de Samaria

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  A voz de Saruman e de Simão de Samaria Refletindo dias atrás, sobre a matilha de “ evangelistas místicos ” que intitulam a si mesmos “homens e mulheres especiais de Deus”, e que, por meio de  bizarrisses , enfeitiçam seus espectadores com sua “magia” no melhor estilo de Simão, o mágico de Samaria (Atos 8:9-11) lembrei de Saruman, o mago Branco de O Senhor dos Anéis, As duas torres (coisa de Nerd). Para os que não conhecem o personagem, eis um resumo: "Saruman, o Branco  é um personagem fictício e antagonista da obra  O Senhor dos Anéis , criados pelo professor e filólogo britânico  J. R. R. Tolkien. Ele é o líder dos  Istari, magos enviados à Terra Média em forma humana pelos divinos  Valar para desafiar Sauron, o principal antagonista do romance, mas eventualmente deseja o poder de Sauron para si mesmo e tenta ajudar o Senhor das Trevas a assumir a Terra Média. Seus planos tiveram um lugar de destaque no segundo volume,  ...

O que há de errado com a felicidade?

Existe algo errado com a felicidade! Espantoso e contraditório, mas é verdade. Melhor dizer em conjunto, que existe algo distorcido na estratégia atual de tornar as pessoas felizes. Neste sentido, uma antropologia da felicidade, isto é um esforço para compreender o que faz as pessoas se sentirem felizes, torna o objeto bem mais complexo. Em primeiro lugar porque há uma ampla disseminação da idéia de que existe uma íntima correlação entre crescimento econômico e maior felicidade. Acreditamos, e quem dera fosse verdade, que um pouco mais de dinheiro, que não é dispensável hoje em dia, nos torne mais felizes e melhore a qualidade de nossas vidas. É verdade que a pobreza e a carência não são de modo algum desejáveis. A questão aqui é que, por essa premissa, absorvemos praticamente a totalidade de nossos estoques de vitalidade num esforço interminável em gerar renda e adquirir tranqüilidade financeira. Nesse item a sabedoria popular já deu o seu parecer: “dinheiro é bom, mas não traz feli...

Compaixão

“...retirou-se dali e foi para um lugar deserto.”(Evangelho de Mateus,14) Freqüentemente em nossa vida nos deparamos exatamente com uma situação similar a esta. Esta curta sentença se refere a uma atitude de Jesus frente a um episódio que lhe causou   uma profunda tristeza. Seu primo, João Batista, havia sido assassinato a mando de um governante a pedido de uma mulher desvairada. O sofrimento parece nos impelir   ao isolamento e ao questionamento interior. Porém, associado ao sofrimento esta posta a loucura e a falta de lógica para algumas atividades humanas. Por que matamos pessoas boas? Por que condenamos inocentes? Por que destruímos uns aos outros com armas ou com palavras? Algumas atividades humanas simplesmente não fazem sentido. Por que um jovem entraria em uma escola disposto a matar crianças que não tinham ligação alguma com ele? A nação inteira se comoveu, mês passado, com a morte de 12 crianças e o sofrimento de 11   crianças que permanecem hospitalizadas. As c...

Seguir em Frente – o desafio da superação de uma tragédia.

Frequentemente somos surpreendidos com notícias sobre desastres e calamidades. Enquanto elas estão ali, dentro da televisão, na página de uma revista, no monitor do notebook respiramos aliviados, perplexos com a tragédia ao mesmo tempo imaginando: “graças a Deus que isso não ocorreu comigo. Realmente ninguém imagina ou espera que uma tragédia lhe aflija. Mas, seu um dia uma tragédia dessas lhe afligir? Você já pensou nisso? Não existe dor maior que a morte de um filho; O desespero de ver todos os seus bens sendo levados pela água e pela lama; A dor de uma doença que lhe tira a vida aos poucos; A dor de ver quem você ama sofrendo. O que fazer para resignificar o sentido de continuar vivendo? Segundo a opinião de especialistas, ao enfrentar uma situação traumática, o ser humano vivencia três situações bastante recorrentes em todas as vitimas. Primeiro vem a perplexidade e o desespero, um imenso sentimento de vazio e perda de significado. É uma situação na qual nos perguntamos: “porqu...

Crer e Pertencer

Um dos grandes paradigmas da (pós)modernidade proclama a auto-afirmação do sujeito como centro do mundo. Neste novo sujeito evidencia-se uma necessidade de experimentação religiosa profundamente singular e inovadora em relação aos padrões convencionais. Vemos no horizonte o crepúsculo das religiões coletivas e a aurora de uma modalidade de crer individualizada e relativa, ou seja, o crer sem pertencer. Constatar este fenômeno social contemporâneo não é muito difícil, basta fazer a seguinte pergunta a dez pessoas em um ponto de ônibus próximo a uma igreja: “A qual igreja você pertence?” Estima-se que sete entre dez responderá: “...eu vou”, ou “...eu freqüento”, ou “...no momento eu estou indo em tal igreja”. Ao que tudo indica este já não é tão somente um fenômeno decorrente do encontro de culturas e da diversidade religiosa. É sim, conseqüência de uma atitude religiosa inconclusiva, relativa, inerente as experiências e expectativas individuais, ou seja, caracteriza experimentação ...